Thursday, December 21, 2006
Saturday, December 02, 2006
Livre.
Que não quero saber-me sozinha.
É impuro este chão, é pedra sem caminho.
Dá-me de beber que eu aconchego essa metade que escondes.
Senta-te.Tenho colo que chegue para nós,
Tempo inteiro para que sejas, aqui, a sós.
Tira o véu, nao há mal, não à arma perdida.
Há espera, ausência impedida.
Deita-te. Abre-me os braços.
Encosta o teu sentir ao meu pulsar.
Entra, deixa-me acreditar.
Livre.Podes sempre voltar.
Sobe outra vez. Ilumina.
Eu sei ver daqui. E acredito.
Thursday, November 30, 2006
"What a dump. When I think of castles, it's not what I picture"
Howl's Moving Castle - Hayao Miyazaki
( música: When you were young - The Killers)
Vejam, vale bem a pena.
Monday, November 27, 2006
Faz-me o favor...
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -
- muito melhor! Do que tu.
Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
Cesariny
Friday, November 24, 2006
Friday, November 10, 2006
what i am to you...
Wednesday, November 01, 2006
Tuesday, October 24, 2006
Imagem
Os raios de sol que entram pela vidraça e atravessam o quarto mostram o bailado das partículas de pó que vão aterrando suavemente aos meus pés no soalho de madeira.
Friday, October 20, 2006
Sunday, October 08, 2006
Friday, September 29, 2006
Quando eu
Alberto Caeiro.
Monday, September 25, 2006
É tempo de nascer devagar
Quando eu sonho
eu levo a minha força até ao fim
E quando o sonho acaba cego
Eu olho fundo para mim
E não vejo nada além da tão real ausência de outra luz
E só por ela volto à cruz
À minha cruz
(...)
Se há luz lá fora eu quero que haja luz em mim
...
Tempo Para Nascer,
Ornatos Violeta
Sunday, September 24, 2006
Monday, September 18, 2006
'bout silence
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.
Pulp Fiction
Friday, September 15, 2006
whisper

Promete-me,
Promete-me que deixarás sempre esse raio de luz que ilumina tudo em redor
Promete-me que sempre acharás encanto num sorriso, num pingo de chuva fria
É tão simples ver-te assim, tão verdadeiro, tão puro e tão sincero.
Pisas o chão com a delicadeza com que se pisam as nuvens,
Fazes questão de abrir o peito como uma flor se abre ao sol
Mesmo que as promessas não sejam para serem feitas, ainda assim, promete. Promete em silêncio, para ti, para mais ninguém escutar.
Monday, September 11, 2006
Wednesday, September 06, 2006
Better Man
Tell him, take no more, she practices her speech
As he opens the door, she rolls over...
Pretends to sleep as he looks her over
She lies and says shes in love with him, cant find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, cant find a better man...
Cant find a better man
Talkin to herself, theres no one else who needs to know...
She tells herself, oh...
Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along...
Swears she knew it, now she swears hes gone
She lies and says shes in love with him, cant find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, cant find a better man...
She lies and says she still loves him, cant find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, cant find a better man...
Cant find a better man
She loved him, yeah...she dont want to leave this way
She feeds him, yeah...thats why shell be back again
Cant find a better man
Ohh...ohh...
Uh huh...
Sunday, August 20, 2006
Era uma vez... (o começo)
Era uma vez, um príncipe que ao contrário dos outros príncipes não era encantado nem lutava com dragões, nem subia à torre da princesa, nem falava em rima, nem tinha reino ou cavalo branco.
Era uma vez, um príncipe cujo maior tesouro que possuía era o que trazia dentro de si.
Ao contrário dos tesouros terrenos que estão escondidos e se adivinham com mapas e combinações de cofres, o tesouro do príncipe estava bem à vista de todos, escondido apenas debaixo do céu e mesmo assim, de vez em quando, era avistado entre as estrelas ou sentado na lua a receber na cara a luz do sol.
Era uma vez, um príncipe que percorria o mundo, o seu cavalo era a sua imaginação, esticava os braços e voava, via os lagos, os montes, os vales, conheceu cidades e aldeias, viajou ao sabor do vento, ao sabor do sonho e viu a beleza do mundo, compreendeu o todo e o particular, contemplou os desertos e riu nas lezírias, galgou dunas e percorreu descalço os campos e vivia assim feliz, sem reino e sem cavalo.
Um dia, demorou-se junto a um lago, deitou-se à sombra a fazer castelos nas nuvens e ao fim de desenhar a segunda torre adormeceu. Quando acordou o sol ia alto e a água mantinha-se viva no lago. Respirou fundo. Levantou-se. Abeirou-se do lago e molhou os pés. Mergulhou as mãos e na água que elas trouxeram consigo mergulhou a cara.
Tuesday, August 15, 2006
Meus olhos por vós meu bem
Que nunca tam tristes vistes
Outros nenh~us por ninguem
Tam tristes, tam saudosos
Tam doentes da partyda
Tam canssados, tã chorosos,
Da morte mays desejosos
Cem myl vezes que da vida
Partem tam tristes os tristes
Tam fora d'esperar bem
Que nunca tam tristes vistes
Outros nenh~us por ninguem.
João Roiz de Castelo Branco,
Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
Sunday, July 23, 2006
Pré se...
Que entre nós se dêem apenas as palavras mais doces e ternas, as mãos mais fortes e amantes de sonhos, que das nossas cabeças penda um fio de prata, desses que ligam o poeta à inspiração e ao amor transcendente.
Que tenha sempre esta fragilidade que inspira aos maiores cuidados e seja sempre desta solidez, desta força que resiste aos abalos do mundo real.
Tenha sempre este misto de voluntária rendição que nos envolve e nos funde, que nos liberta e nos reinventa.
Tenhas sempre conforto nos meus braços, nas minhas palavras, no meu colo e no meu riso.
Que cada uma das tuas lágrimas terminem na ponta dum sorriso, no calor de um abraço, na certeza dum sonho.
Tens em mim um refúgio, volta sempre que quiseres, parte se é de teu desejo. Será enquanto for, mas adivinho que já nem sou eu sem ser assim.
Abandonou-lhe o ouvido, beijou-lhe a face, passou-lhe as costas da mão pela face, voltou a deitar-se ao seu lado, aninhou-se a ele que dormia e soube que estava exactamente onde queria estar. Uma lágrima caiu-lhe do olhar…
Fechou os olhos e desejou que nunca mais apagassem as estrelas.
Sunday, July 16, 2006
Saturday, July 15, 2006
Era um dia como os outros.
Ou não seria?!
Seja como for precisava de escrever algo cortante, algo que fizesse doer, que deixasse uma ferida aberta, que gritasse dor e sofrimento.
Tinha de escrever palavras de arestas graves, de cantos bicudos.
Precisava de fracturas expostas, carne, osso, sangue… precisava de torturar cada instante, cada suspiro, cada olhar.
Queria ver as lágrimas caírem, precipitarem-se desses olhos grandes e ternos.
Palavras que fizessem ruir os sonhos, fizessem cair sobre o meu mundo uma sombra, uma ruína, que me atirassem ao abismo.
Mas então não me reconhecia.
Não me fiz ver clara.
Não sabia onde me tinha escondido, talvez atrás dessas palavras duras que arranquei a ferros de dentro de mim.
Falsas.
Todas elas eram falsas, porque não existiam realmente em mim.
O que eu sonhei para aquele dia foi poder dizer-te todas as palavras doces que me fazem chegar a ti.
Que te marcam, que te tatuam, mas que não ferem, que não fazem sangrar.
Sunday, June 25, 2006
Thursday, June 22, 2006
Para quem tem o mesmo mal
"Fala-me um pouco mais
Era tão bom ficar
O mal é que eu já não sei quem eu sou
Eu não sei se eu sou capaz
De me ouvir
Fala-me um pouco mais
Era tão bom subir
E dar o que eu nunca dei a ninguém
Sei que é bom teu travo a tudo
O que é mortal
Agora
Mata-me outra vez
Era tão bom direi
Tudo tem um fim
E aqui não há
Ninguém que possa ter o mundo
Para dar.
Se um dia voltar,
Vai ser só mais uma forma
De me ausentar
Daquilo em que eu não
Quero pensar
Já tudo teve um fim
Já que eu
Estou por cá
Eu digo como é fácil
Para mim se já não dá
Sei que é bom teu travo a tudo
O que é mortal
Agora
Mata-me outra vez
Era tão bom direi
Paro de andar
Paro pra te ouvir
Paro para ver se é bom pra mim
Se é melhor do que uma vida
Tão só e prenha de ninguém
E vejo que é bom dizer
Paro pra te ouvir
Mas foi só
Para ver
Se o futuro é para nós
Para quem tem o mesmo mal de
Não saber amar
Falo que
Pensar em mim
É cura e faz-me acordar
Ou dormir
Fala-me um pouco mais.
Era tão bom subir
E dar o que eu nunca dei a ninguém
Sei que é bom teu travo a tudo
O que é mortal
Já agora
Mata-me outra vez
Era tão bom, direi "
Ornatos Violeta
Tuesday, May 30, 2006
No silêncio...
abrigar-te no meu umbigo e
levar-te para um refúgio de sonhos.
Saturday, May 27, 2006

Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay,
lace spread out before me,as her body once did.
All five horizons revolved around her soul,
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn.
Oh, and all I taught her was everything.
Oh,I know she gave me all she was...
And now my bitter hands shake beneath the clouds
of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black--
tattooed everything.
I take a walk outside.
I'm surrounded by some kids at play.
I can feel their laughter, so why do I sear?
Oh, and twisted thoughts that spin round my head...
I'm spinning-- oh, I'm spinning!
How quick the sun can drop away...
And now my bitter hands cradle broken glass
of what was everything.[note lack of question mark]
Oh, my pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad, turned my world to black...
tattooed all I see, all that I am, all I'll be... yeah
Oh oh Oh oh ooo
I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be a star in somebody else's sky,
but why, why, why can't it be,
oh, can't it be mine?
Pearl Jam - Black
Saturday, April 29, 2006
Msn re-edited.. it was not that long ago.
É bom lembrar o que vamos sendo...
Thursday, April 27, 2006
Se um dia me escutares com atenção, vais-me ouvir dizer...
Paulo Coelho, in Brida
Friday, April 21, 2006
quando nos encontramos noutro lado qualquer..
Por isso aqui fica:
"Diálogo de Sentimentos
Uma Mulher, a quem um Homem lhe declarara os seus Sentimentos de Altíssimo Respeito e Consideração, rejubilava de Alegria, pois nutria o mesmo Sentimento.
- Toca-me! -disse-lhe Ela.
- E perder todo o misticismo? Tudo o que imaginei? Todo o lado espiritual?
- De que falas?
- Não andei a construir fantasias contigo, - a imaginar como seria estarmos juntos - para agora as destruir!
- Destruir? Porquê?
- Puxando as fantasias para o real, destruo-as!
- E se fôr melhor que a imaginação?
- Não subestimes o poder de imaginação de um Homem... especialmente quando se trata da imaginação em relação à Mulher por quem nutre Sentimentos de Altíssimo Respeito e Consideração."
Este texto encontrei-o quando andava por aqui, espreitem vocês também. =)
abriram os olhos
abriram os braços
abriram as bocas
mergulharam nos olhos um do outro
mergulharam nos braços um do outro
mergulharam nas bocas um do outro
mergulharam um no outro.
num suspiro suspeito sustiveram o olhar.
Wednesday, April 12, 2006
"Tenho os dedos tortos!"
Sunday, April 09, 2006
Your devils and your gods all the living and the dead

Are you sure what side you're on?
Better not look him too closely in the eye,
Are you sure what side of the glass you are on?
See the safety of the life you have built,
Everything where it belongs
Feel the hollowness inside of your heart,
And it's all...right where it belongs
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself...find yourself afraid to see?
What if all the world's inside of your head?
Just creations of your own
And you're really all alone
You can live in this illusion,
You can choose to believe.
You keep looking but you can't find the woods,
While you're hiding in the trees
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you used to know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself...find yourself afraid to see?
NIN- Right Where It Belongs
Sunday, March 26, 2006
keep shining
Bom dia.
Friday, March 24, 2006
Bang bang
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.
Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.
Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...
Nancy Sinatra
Thursday, March 16, 2006
art
Monday, March 13, 2006
Just Like Water
Saturday, March 11, 2006
Tuesday, February 28, 2006
Suave veneno que se espalha pelo meu corpo, me percorre toda, me embriaga, me deixa zonza, me faz cair, morta, morta mais uma vez para mim e para os outros.
Suave veneno que me acorda sob a luz forte dos projectores.
Um veneno tão suave que me despe da minha pele e me coloca noutra, uma pele nova, pronta a ser explorada e sou outra e sou quem não sou e sou tudo o que me permito a ser, sou, sem que mais ninguém saiba, uma que não eu e eles só desconfiam e não sabem que é veneno, um suave veneno que me percorre o corpo, e me sai pela boca num texto ensaiado, sai pela boca, não pela minha, pela da outra, da outra que o veneno arrancou de mim e à qual empresto o corpo.
Suave veneno esse que me faz dar de mim o que não tenho, me faz dar de mim a alma, que me coloca nua debaixo duma pele que não é minha, duma roupa que não é a minha, de palavras que não são as minhas, gestos que não os meus.
Não sou eu, sou ela e ela é quem dela fizeram.
Envolta em pós de mágica, de uma noite que tomba sempre que se apagam as luzes, uma noite que cai no meio de veludos e pancadas, uma noite enfeitada por estrelas sim, mas de alumínio, cartão, autocolante, estrelas, outras ainda cadentes, cadentes todas elas, como os homens… uma noite fingida, falsa, que rompe na repetição duma voz cansada, na premeditação de um gesto, no silêncio de uma sala cheia.
Enveneno-me suavemente através de um mundo em que nada é o que parece, onde tudo se constrói para enganar o mais atento dos espectadores, onde se contam histórias de ninguém para todos. Histórias que encantam ou incomodam, que aborrecem ou estimulam, histórias lidas e relidas por quem se dispõe a vivê-las, por quem lhes empresta o corpo e a alma, como eu.
Tomo o veneno e já não sou eu, não sou eu como me conheço, sou eu capaz de muitas outras coisas, tomo o veneno e o meu corpo acorda dum torpor que me tolda a razão, me faz falar de coisas que não conheço, me faz respirar fundo e querer mais.
Veneno, droga, qualquer coisa que me vai deixando viciada, agarrada, dependente.
Procuro, procuro o veneno que me leva de novo àquele mundo… mundo subversivo… mundo de anestesias, de momentos, de papel de cenário, de máscaras… de pessoas falsas, pessoas que não são e que vivem todas elas das que são e tomam o mesmo veneno que eu.
Nem os aplausos me sacodem daquele amolecimento, daquela embriaguez, ao contrário, são como uma segunda dose, uma dose mais forte de veneno, uma chicotada de adrenalina que me percorre a espinha, me põe os sentidos em alerta, todos ao mesmo tempo e sinto-me capaz de desaparecer por entre cada aplauso, cada barulho da multidão. Sinto os meus dedos entrelaçados nos de outrem, outro alucinado como eu, repetem-se os mesmos gestos, gastam-se as mesmas palavras, por convenção, por um não sei quê marcado a papel químico e no dia seguinte ele lá estará para entrelaçar as mãos dele nas minhas e beber do mesmo veneno suave que eu bebo.
Agora, ressacada desse veneno aguardo a próxima vez… o meu corpo deseja saciar mais uma vez essa sede, saciar-se daquela droga e aguarda, impaciente, a próxima vez que será sempre a última, até que eu sinta novamente o apelo, o grito, o desejo de me perder naqueles momentos de púrpura liquida… só mais uma vez a subida ao palco, a repetição, o aplauso.
Suave veneno este de querer representar.
Saturday, February 25, 2006
UndErWateRLovE
This must be underwater loveThe way I feel it slipping all over meThis must be underwater loveThe way I feel itO que que é esse amor, d’águaDeve sentir muito parecido a esse amorThis is itUnderwater loveIt is so deepSo beautifully liquidEsse amor com paixão, aiEsse amor com paixão, ai que coisaAfter the rain comes sunAfter the sun comes rain againAfter the rain comes sunAfter the sun comes rain againThis must be underwater loveThe way I feel it slipping all over meThis must be underwater loveThe way I feel itO que que é esse amor, d’águaEu sei que eu não quero mais nadaFollow me nowTo a place you only dream ofBefore I came alongWhen I first saw youI was deep in clear blue waterThe sun was shiningCalling me to come and see youI touched your soft skinAnd you jumped in with your eyes closedAnd a smile upon your faceVocê vem, você vaiVocê vem e caiE vem aqui pra cáPorque eu quero te beijar na sua bocaQue coisa loucaVem aqui pra cáPorque eu quero te beijar na sua bocaAi que boca gostosaAfter the rain comes sunAfter the sun comes rain againAfter the rain comes sunAfter the sun comes rain againCai cai e tudo tudo caiTudo cai pra lá e pra cáPra lá e pra cáE vamos nadarY vamos nadar e tudo tudo dáThis must be underwater loveThe way I feel it slipping all over meThis must be underwater loveThe way I feel itOh oh d’água we are fullUnderwaterOh underwater loveThis underwater loveThis underwater love Underwater love
Wednesday, February 22, 2006
Dou comigo na corrente...
Bem, então é o seguinte, no seguimento duma corrente qualquer que eu não sei muito bem como começou mas que alguém, mais propriamente o menderes, me passou, cá vai:
Cinco traços de personalidade:
@Preguiçosa
@Sonhadora
@Teimosa
@Inconstante
@Timida
Cinco hábitos estranhos:
@Deitar-me sempre depois das duas da manhã, mesmo que no dia seguinte tenha de estar às oito em Lisboa.
@Roer as peles que nascem à volta das unhas.
@Pensar que uma coisa me vai dar sorte, achar isso uma tolice e voltar atrás para a fazer...
@Fazer diálogos com alguém ( na mnha cabeça) sempre que estou chateada com alguma coisa.
@Cantar ao mesmo tempo que me esqueço que estou na rua e vou sozinha... ( People stare!)
E agora a melhor parte =P
Fazem favor de continuar a corrente as seguintes pessoas :
Joana C. Insano Gui Karl e who cares?
Friday, February 17, 2006
Monday, February 13, 2006
Tuesday, January 31, 2006
Upon us all a little rain must fall
You are the sunlight in my growing - so little warmth I've felt before.
It isn't hard to feel me glowing - I watched the fire that grew so low.
It is the summer of my smiles - flee from me Keepers of the Gloom.
Speak to me only with your eyes. It is to you I give this tune.
Ain't so hard to recognize - These things are clear to all from
time to time.
Talk Talk - I've felt the coldness of my winter
I never thought it would ever go. I cursed the gloom that set upon us...
But I know that I love you so
These are the seasons of emotion and like the winds they rise and fall
This is the wonder of devotion - I see the torch we all must hold.
This is the mystery of the quotient - .
The Rain Song_Led Zeppelin
Sunday, January 29, 2006
Foi escrito sem pensar muito, usei palavras que não lembram nem ao menino Jesus ( acho que são influências da frequência de literatura =/ *nerd*) de facto, nem sei o porquê de o escrever, nem sei de onde raio veio aquilo tudo, mas também não quero saber. Sei que pode ser chato, but then again, não precisam de ler =P
Sei que hoje me sinto estranha ( talvez do frio, do ter-me levantado às seis da matina só com três horas de sono em cima), paece que há qualquer coisa no ar... *encolhe os ombros*
Posto este apontamentozeco...
Gostava tanto de poder entender o que vai dentro dessa tua cabeça.
Saber porque raio me perco em congeminações acerca duma coisa que não existe de facto, existe apenas por força de um sonho e dum sentimento que eu não sei explicar mas que existe.
Diz-me… amas de facto tudo quanto dizes amar?!
Que sentimento é esse que trazes em ti e que não queres por força dar a ninguém?
Que lágrimas são essas que volta e meia te escorrem pela face cansada?!
Que música é essa, disfarçada de lamento que trazes dentro do peito e não deixas ninguém ouvir?
Custa-me ver-te assim, perdido, abandonado ao esquecimento dos teus princípios, daquilo em que depositaste a tua fé e assumiste como uma verdade absoluta, irrefutável e que desde então carregas nas costas tal qual como se de todo o mundo se tratasse.
Odeio o sentimento de impotência… tenho as mãos atadas e vejo que nada posso fazer para te ver sorrir, sorrir de vontade… como sorrias dantes… vejo-te assim submerso, oprimido por um ditame de leis e razões das vozes que te querem calar e a minha vontade resume-se apenas à de um resgate, soubesses tu, quantos foram os planos todos irremediavelmente falíveis pela impotência que me paralisa os gestos.
Queria entender todo esse teu casulo em que te fechas, em que te segregas da realidade dos outros, desse teu casulo de sonhos e quimeras que tão delicadamente um outro tu teceu.
Quando?!
Quando serás a linda borboleta emancipada das sombras que te cercam e te prendem aí?
Queria tanto dar-te a mão, fazer-te entender que comigo estás seguro, que o que quero para ti é a liberdade incondicional, aquela que por ora só utopicamente se materializa.
Sei que tu serás sempre essa criança que eu tanto admiro e estimo, serás sempre esse brilho no olhar, serás sempre essa palavra justa e certa com que decoras os lábios, serás por fim, sempre, até ao derradeiro instante, essa luz, esse não sei quê de idílico e mágico.
Quando te olho vejo o mundo, não porque o tragas às costas, isso julgas tu, não, vejo o mundo semi perfeito que sonhaste um dia, que pensaste poder construir com tuas mãos.
Odeio ver-te olhar as mãos e pensar que nada podes construir com elas que os outros homens não destruam.
Odeio que consideres vãs todas as tentativas de que com essas duas mãos - que tanto estimo e me são impossíveis - não se possa fazer do sonho uma realidade, do que é errado o certo, o justo e sublime amor.
Há em ti algo que me move, me faz querer ser melhor que eu, melhor que todos os meus eus, me faz querer viver a vida, porque estou viva, porque há sempre um momento em que os ventos mudam, as coisas se dispõem a mudar, porque há um momento em que a janela dos ciclos e das repetições se abre e deixa entrar uma excepção, nos fada do destino que bem nos aprouver e nas palmas das nossas mãos trazemos o grão de uma mudança que se adivinha fortuita.
Quero dar-te as mãos.
Saber-me toda num abraço que não me abraça a mim, mas às minhas ideias e convicções, essas que me fazem soberana de mim, digna e integra das convicções naturais da vida.
Quero cessar essas torrentes de água salgada que caiem de quando em vez dessas janelas da alma que para mim costumas abrir de par em par, de modo a deixar-me fazer parte do teu mundo.
Diz-me… diz-me que ainda acreditas, que ainda te sentes capaz, que ainda não estás preparado para desistir de todas quantas são as coisas que fazem o homem, dessa matéria estranha com que se entrelaçam os sonhos e se faz o bicho homem e o desdobra em corpo e alma e coração, que lhe abnega e faz desejar ardentemente um amor verdadeiro e universal, esse amor e respeito que só na loucura mais sábia tomam lugar.
Há uma doce aura que te envolve, todo em docilidade e gratidão, todo em bondade e compaixão, porém há uma sombra que te ronda ( ou tantas) que te zomba e escarnece daquilo que sonhaste para ti.
Quisera eu ser forte o bastante para te arrancar do meio delas, de te ver todo liberto das pérfidas figuras, das ignóbeis e vis personagens que se mascaram e se revelam no palco mundano.
Desejo dar-te(-me) o deleite de ser liberto de tudo, fiel a ti e crente de todas quantas são as coisas que trazes contigo e te fazem o menino homem que és.
Gostava de poder entender-te, compreender-te no mais intimo do teu ser, saber que tudo que vejo em ti se confirma e se afirma em ti, nessa tua imagem transfigurada, muitas vezes impenetrável sem que eu te possa olhar dentro dos olhos e assim descortinar de que se gabam os teus pensamentos, essas profecias que ditas para o teu futuro, esse marulhar de ideias e desejos que não ousas sequer revelar, remetendo-as à prisão do teu olhar que tão sabiamente as pálpebras cerradas detêm.
Frágil.
Tão frágil esta ponte que se construiu entre os nossos mundos.
Frágil barreira que separa um sentimento do outro.
Frágil ainda a dedicação que votámos um ao outro.
Quem me dera um dia entender que percurso é esse na corda bamba, como se nas cordas de um qualquer instrumento musical, arriscasses esse punhado de verdades que trazes na mão.
Quem me dera saber coisas do teu mundo…
Sei que o passo que dei é pequenino, tão pequenino que as outras pessoas ainda reconhecem aquela que mostro ser.
Sei também que qualquer caminhada começa assim, com um passo.
Sei, aliás sinto-o, que preciso de ti ( um precisar tão leve e solto) para me amparares as quedas, para me deixares voar por conta e risco, mas sob o olhar atento e meigo, protector de alguém que me empurrou quando foi preciso. Que não quis saber quando eu de estúpida queria por termo à vida, desaparecer, desistir e que quase me encorajou a que o fizesse, que toda a minha história era consequência ditada pelas minhas escolhas e que não há poder algum que se sobreponha ao poder que exercemos sobre a nossa mente.
Agora sou aqui, alguém diferente, na ânsia de ser igual a mim, desejando sentir-te seguro, senhor de ti… porque te quero ver voar bem alto, bem longe e por benquerença ver-te voltar, só porque soprei ao vento um gosto de ti.







