Friday, May 25, 2007

roads




..e se o caminho é em frente e avançamos, mas com pedras no sapato o andar vai se debilitando, cada dia avançamos um pouco menos, cada dia a pedra incomoda mais um bocadinho.
avançar ou parar?
tirar a pedra do sapato e caminhar cada vez mais, mais longe e o caminho a fazer-se cada vez maior, mais amplo, mais prazeroso também, já sem aquela moínha duma pedra num sapato.
mas parar vai atrasar-nos no caminho e a pedra vai-nos lembrando as dificuldades porque passámos. os pés são giros, lembram-se mais do caminho quando estão calejados, apertados entre o sapato e a pedra.
eu não sei, mas cá para mim vou caminhar descalça, as pedras que encontrar no caminho deixo-as lá, se me magoarem os pés, sigo adiante, não será uma moínha e a dor passa.
assim, sem sapatos, com a planta dos pés a lançar raízes à terra sem se fixar porque o caminho continua lá à frente.

Sunday, May 20, 2007

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CICLO DE CINEMA
OS CLÁSSICOS DE ONTEM E DE HOJE
21 a 25 de Maio
na
FLUL

APARECE!!!

Friday, May 18, 2007


beija-me.

beija-me agora que o mundo parou, que voltámos ao reino que juntos criámos um dia, por acaso, quase sem querer, sem ver o que nos esperava lá à frente.

diz-me o que encontraste, o que é que os teus olhos viram e o vento te contou, assim, baixinho, como uma brisa para ouvidos, feita expressamente para levar as palavras doces e calmas.

foi só um instante?! foi um brilho?! foi um riso!? quais foram as coisas que te conquistaram e te fizeram querer o mundo?! voar alto?! ser.

beija-me.

beija-me agora que são só cores as coisas que nos envolvem, que há o silêncio e somos só nós num abraço.

desaparecemos no tempo, no espaço, no lugar onde as coisas são só porque sim, porque alguém lhes disse que assim é que tinha de ser, porque alguém nomeou as coisas e elas se deixaram ficar assim... mas há ainda tanto por inventar.

desaparecemos e aparecemos melhor em nós, dentro de nós, para nós e não sei, mas creio que seja essa a magia que dá vida a esta ausência de sentido de sentir o mundo como ele é só porque sim, e se expande e cria a presença de sentir todas as coisas de cor e luz e brilho e riso e festa que se dá quando nos visitamos.

visita-me.

visita-me onde as ideias se criam, onde as palavras são só o que significam, onde elas se alinham e se multiplicam em sentidos. visita-me lá, onde a imaginação anda a correr à solta e a voar bem alto sempre que lhe apetece, onde não precisa de esperar pela razão.

visita-me também na razão, é engraçada, juro, faz lembrar uma fábrica, de rodas dentadas e engrenagens bem oleadas, uma linha de montagem em que a matéria prima dos sonhos que sou eu, se processam, se misturam, e acabam por sair do outro lado, produto já feito, uma desculpa engraçada para mostrar ao mundo que só se interessa por produtos acabados.

anda, tira os sapatos, põe-te confortável e descobre onde os meus vôos me levam, que as penas das minhas asas te façam cócegas e te rias sempre muito, alto, por gosto, porque, sabes, eu gosto de encher a minha casa de risos, mesmo que não sejam os meus, basta-me que sejam sinceros.

sabe-me. mas sem ser de cor. gosto do ar de surpresa e da euforia de descobrir coisas novas, de ser surpreendido... positivamente. mas atenção, espera de mim tudo... não sou diferente dos outros.

guarda-me. por agora. agora que o mundo parou e que estamos aqui só nós na casa um do outro. e beija-me, porque não sei quando te torno a visitar.




Friday, May 04, 2007

Ordinary Love (This is no...)

When you came my way you brightened every day with your sweet smile

I keep trying