Sunday, January 29, 2006

Este texto vai parecer estúpido.
Foi escrito sem pensar muito, usei palavras que não lembram nem ao menino Jesus ( acho que são influências da frequência de literatura =/ *nerd*) de facto, nem sei o porquê de o escrever, nem sei de onde raio veio aquilo tudo, mas também não quero saber. Sei que pode ser chato, but then again, não precisam de ler =P
Sei que hoje me sinto estranha ( talvez do frio, do ter-me levantado às seis da matina só com três horas de sono em cima), paece que há qualquer coisa no ar... *encolhe os ombros*
Posto este apontamentozeco...



Gostava tanto de poder entender o que vai dentro dessa tua cabeça.

Saber porque raio me perco em congeminações acerca duma coisa que não existe de facto, existe apenas por força de um sonho e dum sentimento que eu não sei explicar mas que existe.

Diz-me… amas de facto tudo quanto dizes amar?!

Que sentimento é esse que trazes em ti e que não queres por força dar a ninguém?

Que lágrimas são essas que volta e meia te escorrem pela face cansada?!

Que música é essa, disfarçada de lamento que trazes dentro do peito e não deixas ninguém ouvir?

Custa-me ver-te assim, perdido, abandonado ao esquecimento dos teus princípios, daquilo em que depositaste a tua fé e assumiste como uma verdade absoluta, irrefutável e que desde então carregas nas costas tal qual como se de todo o mundo se tratasse.

Odeio o sentimento de impotência… tenho as mãos atadas e vejo que nada posso fazer para te ver sorrir, sorrir de vontade… como sorrias dantes… vejo-te assim submerso, oprimido por um ditame de leis e razões das vozes que te querem calar e a minha vontade resume-se apenas à de um resgate, soubesses tu, quantos foram os planos todos irremediavelmente falíveis pela impotência que me paralisa os gestos.

Queria entender todo esse teu casulo em que te fechas, em que te segregas da realidade dos outros, desse teu casulo de sonhos e quimeras que tão delicadamente um outro tu teceu.

Quando?!

Quando serás a linda borboleta emancipada das sombras que te cercam e te prendem aí?

Queria tanto dar-te a mão, fazer-te entender que comigo estás seguro, que o que quero para ti é a liberdade incondicional, aquela que por ora só utopicamente se materializa.

Sei que tu serás sempre essa criança que eu tanto admiro e estimo, serás sempre esse brilho no olhar, serás sempre essa palavra justa e certa com que decoras os lábios, serás por fim, sempre, até ao derradeiro instante, essa luz, esse não sei quê de idílico e mágico.

Quando te olho vejo o mundo, não porque o tragas às costas, isso julgas tu, não, vejo o mundo semi perfeito que sonhaste um dia, que pensaste poder construir com tuas mãos.

Odeio ver-te olhar as mãos e pensar que nada podes construir com elas que os outros homens não destruam.

Odeio que consideres vãs todas as tentativas de que com essas duas mãos - que tanto estimo e me são impossíveis - não se possa fazer do sonho uma realidade, do que é errado o certo, o justo e sublime amor.

Há em ti algo que me move, me faz querer ser melhor que eu, melhor que todos os meus eus, me faz querer viver a vida, porque estou viva, porque há sempre um momento em que os ventos mudam, as coisas se dispõem a mudar, porque há um momento em que a janela dos ciclos e das repetições se abre e deixa entrar uma excepção, nos fada do destino que bem nos aprouver e nas palmas das nossas mãos trazemos o grão de uma mudança que se adivinha fortuita.

Quero dar-te as mãos.

Saber-me toda num abraço que não me abraça a mim, mas às minhas ideias e convicções, essas que me fazem soberana de mim, digna e integra das convicções naturais da vida.

Quero cessar essas torrentes de água salgada que caiem de quando em vez dessas janelas da alma que para mim costumas abrir de par em par, de modo a deixar-me fazer parte do teu mundo.

Diz-me… diz-me que ainda acreditas, que ainda te sentes capaz, que ainda não estás preparado para desistir de todas quantas são as coisas que fazem o homem, dessa matéria estranha com que se entrelaçam os sonhos e se faz o bicho homem e o desdobra em corpo e alma e coração, que lhe abnega e faz desejar ardentemente um amor verdadeiro e universal, esse amor e respeito que só na loucura mais sábia tomam lugar.

Há uma doce aura que te envolve, todo em docilidade e gratidão, todo em bondade e compaixão, porém há uma sombra que te ronda ( ou tantas) que te zomba e escarnece daquilo que sonhaste para ti.

Quisera eu ser forte o bastante para te arrancar do meio delas, de te ver todo liberto das pérfidas figuras, das ignóbeis e vis personagens que se mascaram e se revelam no palco mundano.

Desejo dar-te(-me) o deleite de ser liberto de tudo, fiel a ti e crente de todas quantas são as coisas que trazes contigo e te fazem o menino homem que és.

Gostava de poder entender-te, compreender-te no mais intimo do teu ser, saber que tudo que vejo em ti se confirma e se afirma em ti, nessa tua imagem transfigurada, muitas vezes impenetrável sem que eu te possa olhar dentro dos olhos e assim descortinar de que se gabam os teus pensamentos, essas profecias que ditas para o teu futuro, esse marulhar de ideias e desejos que não ousas sequer revelar, remetendo-as à prisão do teu olhar que tão sabiamente as pálpebras cerradas detêm.

Frágil.

Tão frágil esta ponte que se construiu entre os nossos mundos.

Frágil barreira que separa um sentimento do outro.

Frágil ainda a dedicação que votámos um ao outro.

Quem me dera um dia entender que percurso é esse na corda bamba, como se nas cordas de um qualquer instrumento musical, arriscasses esse punhado de verdades que trazes na mão.

Quem me dera saber coisas do teu mundo…

Sei que o passo que dei é pequenino, tão pequenino que as outras pessoas ainda reconhecem aquela que mostro ser.

Sei também que qualquer caminhada começa assim, com um passo.

Sei, aliás sinto-o, que preciso de ti ( um precisar tão leve e solto) para me amparares as quedas, para me deixares voar por conta e risco, mas sob o olhar atento e meigo, protector de alguém que me empurrou quando foi preciso. Que não quis saber quando eu de estúpida queria por termo à vida, desaparecer, desistir e que quase me encorajou a que o fizesse, que toda a minha história era consequência ditada pelas minhas escolhas e que não há poder algum que se sobreponha ao poder que exercemos sobre a nossa mente.

Agora sou aqui, alguém diferente, na ânsia de ser igual a mim, desejando sentir-te seguro, senhor de ti… porque te quero ver voar bem alto, bem longe e por benquerença ver-te voltar, só porque soprei ao vento um gosto de ti.

11 comments:

KaRL said...

zzzzzzzzzzzzzzzzzz O.o

Anonymous said...

Ai... ke me partist o coraçao! snif, snif. Ta-me ca a parecer ke tas apaixodada...kem é o sortudo??
Parabens, gostei...ta romantico!

M. said...

Karl I told you so =)) =P
tantomefaz.. erm.. =) tkx

KaRL said...

tava a brincar.
mas dá para ver que o teu texto foi inspirado num poema de uma teen-comedy onde a gaja recita "i hate the way you.. bla bla.. i hate your bla bla " etc. ah pois é!!

M. said...

eh pah =S tens com cada ideia... achas que me inspiro em filmes tvi.. daqueles prás pitas dos morangos?! x_x .. oh well.. *encolhe os ombros*

KaRL said...

Kat: I hate the way you talk to me. And the way you cut your hair. I hate the way you drive my car. I hate it when you stare I hate your big dumb combat boots. And the way you read my mind. I hate you so much it makes me sick-- it even makes me rhyme. I hate the way you're always right. I hate it when you lie. I hate it when you make me laugh -- even worse when you make me cry. I hate it that you're not around. And the fact that you didnt call. But mostly I hate the way I don't hate you - - not even close, not even a little bit, not even at all.

in Ten Things I Hate About You


AH POIS É!!!

M. said...

eh pah lá porque eu escrevi odeio no começo de três ou quatro frases não quer dizer que me tenha inspirado nisso... até porque de resto não tem a ver.. lol

tatiana said...

"Molto, ma molto bene!!" xD

Eu gostei de ler =D

(pode ser que a tal pessoa te ouça)

beijinhoss**

Ana Margarida Cinza said...

n é de estranhar a quantidade de comments a este post...está simplesmente LINDO!!!

N sei bem que dizer, mas a tua escrita desperta em mim tantas emoções escondidas, tantos sentimentos reprimidos...gostei mesmo muito deste post..talvez dos melhores e mais tocantes que, na minha mísera opinião, já escreveste...

Estás francamente de parabéns :D
COngratulações bloguistas**

M. said...

Obrigda Gui =) agora em retroespectiva, acho que sei porque o escrevi, faz muito sentido se relacionar com uma determinada situação, na altura em que o escrevi é que não entendi o porquê... fico feliz que a minha escrita te diga alguma coisa. Muito Obrigada.
bjx***

M. said...

É, também acho, é uma das coisas mais bonitas que trago em mim =)
Não me invejes, faz por conseguir o mesmo, não é tão difícil quanto parece ;)
Obrigada por teres comentado.