Até que ponto conhecemos o espaço que nos rodeia?
Se o sol não incidisse sobre tudo e não transportasse até nós as formas das coisas, que percepção teríamos das mesmas?
Quão desligados somos dos detalhes porque assumimos uma realidade como certa?
Todos os dias, Alice, percorria o mesmo caminho, sem surpresas, sem contemplações, a novidade de um dia era esquecida no momento seguinte, sem que, no entanto, representasse de novo uma novidade no dia seguinte.
Todos os dias, Alice, percorria o mesmo caminho, mas não o conhecia de facto, após tantos anos a paisagem tinha-se tornado num grande vazio e assim tinha sido toda a sua vida.
Assim acontecia também com o tempo.
O tempo passava sem que Alice sequer se apercebesse. Claro que muitas vezes estava atrasada para o emprego e sabia que às oito era a hora a que voltava a casa, mas as horas eram sempre iguais, os anos eram sempre iguais e o tempo passava, e Alice ficava parada nas horas que só passavam por capricho da mesmice de todos os dias.
Tudo, tempo e espaço se tinham tornado num grande nada que Alice preenchia com o hábito de uma vida de repetições, actos impensados e mecânicos.
Tudo estava por preencher. Tudo estava em branco e foi esse espaço das coisas de sempre que libertaram Alice.
Num espaço que se anulava por estar completamente preenchido, mas que nada significava. Num tempo que passava, mas no qual não havia propósito ou novidade; Aqui, Alice encontrou a oportunidade de dar sentido ao tempo e ao espaço.
Se o sol não incidisse sobre tudo e não transportasse até nós as formas das coisas, que percepção teríamos das mesmas?
Quão desligados somos dos detalhes porque assumimos uma realidade como certa?
Todos os dias, Alice, percorria o mesmo caminho, sem surpresas, sem contemplações, a novidade de um dia era esquecida no momento seguinte, sem que, no entanto, representasse de novo uma novidade no dia seguinte.
Todos os dias, Alice, percorria o mesmo caminho, mas não o conhecia de facto, após tantos anos a paisagem tinha-se tornado num grande vazio e assim tinha sido toda a sua vida.
Assim acontecia também com o tempo.
O tempo passava sem que Alice sequer se apercebesse. Claro que muitas vezes estava atrasada para o emprego e sabia que às oito era a hora a que voltava a casa, mas as horas eram sempre iguais, os anos eram sempre iguais e o tempo passava, e Alice ficava parada nas horas que só passavam por capricho da mesmice de todos os dias.
Tudo, tempo e espaço se tinham tornado num grande nada que Alice preenchia com o hábito de uma vida de repetições, actos impensados e mecânicos.
Tudo estava por preencher. Tudo estava em branco e foi esse espaço das coisas de sempre que libertaram Alice.
Num espaço que se anulava por estar completamente preenchido, mas que nada significava. Num tempo que passava, mas no qual não havia propósito ou novidade; Aqui, Alice encontrou a oportunidade de dar sentido ao tempo e ao espaço.

1 comment:
e de quem é a culpa? da alice que nao soube escolher a vida? da vida que escolheu mal a alice?
nao quero ser a alice...quero ser o oposto da alice..todos queremos ter um país de maravilhas e nao sermos a alice..porque todos os dias queremos descobrir coisas novas..todos os dias queremos que sejam unicos...mas incontornavelmente haverão dias tal e qual como esses, da Alice...
Onde andará o tão aclamado pais das maravilhas?
beijinho*
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