Tuesday, May 10, 2005

Ainda não aprendi a gostar deste texto, mas aqui fica:

Senti-me presa àquele momento. Já se passaram dias, meses, quase um ano sobre aquele momento, no entanto ele é eterno.
Não só é eterno como se repete a cada dia que passa.
Nasce, vive e morre em mim e rompe da mente sempre com a mesma força, a mesma vitalidade, cresce e vive às vezes por longos períodos nos meus pensamentos, sinto-o no meu corpo e por fim morre sempre da mesma maneira trágica, sempre na mesma for, na alma e no coração.
Eu sei que mais tarde ou mais cedo se reinventa até encontrar outra forma de viver. Alimenta-se da minha esperança, no meu esforço de agarraralgo que já passou e não pode ser mais.

O meu corpo sente-te a falta.
Havia algo na maneira como me beijavas a pele, na maneira como me agarravas sempre como se conhecesses cada pedaço do meu corpo, na maneira como me desejavas e imprimias esse desejo a papel quimico instante atrás de instante.
Coisas que eram só tuas e que vivem ainda, naquele momento que eu não esqueço.
A boca tua a percorrer-me o corpo... sei agora que não se limitava a beijar-mo, segredava-lhe antes que não a esquecesse e que a quisesse para sempre... e o meu corpo estremece ainda... e essa boca que me domava o corpo, dominava-me a alma, sussurrava-me ao ouvido as coisas belas de que ela ( a alma) se alimenta, dizia-me devagarinho como se as soprasse uma brisa, as palavras que eu queria e precisava de ouvir, melava-me os ouvidos, entorpecia-me o cérebro e acalmava-me o coração que, outrora, a percorrer-me o corpo o acelerara.
Prendeste-me numa prisão de sonhos e esperanças, numa prisão de desejos... e até hoje não sei que fizeste à chave nem como dela escapaste.
Havia outros corpos, outras almas às quais te querias prender... foste-te embora e deitaste a chave fora e eu fiquei presa no meomento que nasce, vive e morre a cada instante.

1 comment:

Anonymous said...

é triste!! mas gosto!